quinta-feira, 24 de março de 2011

Aquecimento Global e as Alterações Climatéricas Associadas

A revolução industrial Inglesa datada por meados do séc. XVIII com expansão mundial ao longo séc. XIX trouxe-nos a era do carvão e mais recentemente do petróleo refinado embora o carvão esteja ainda em forte expansão em países em desenvolvimento como a China onde abre uma nova central eléctrica por combustão deste material vegetal com 200 a 300 milhões de anos do período Carbónico a uma média de duas por semana tendo já passado o consumo energético dos EUA em 2010. Entre vários poluentes emitidos como óxidos de enxofre e de azoto que provocam deposição e chuvas ácidas encontra-se o mais abundante dos poluentes com efeito de estufa, o dioxido de carbono.
Neste momento a concentração atmosférica média de CO2 está já nas 400 ppm v (partes por milhão ou mg/L gás) em crescimento exponencial deixando-nos numa estufa que leva ao desencadear de uma série de reações de feed back positivo aos quais não poderemos parar uma vez passado o ponto de irreversibilidade de 500ppm a atingir em 2050, contudo há quem pense que por algumas destas reacções já se estarem a manifestar este ponto de irreversibilidade será mais rapidamente atingido aproximando a 2025.
O crescimento exponencial da concentração de CO2 leva proporcionalmente à subida da temperatura atmosférica que por sua vez faz subir a temperatura terrestre, glaciar e oceânica. As recentes subidas de temperatura na zona do Artico estão a provocar o degelo do permafrost ( Tundra do Ártico - Metano a arder ) que há mais de 200 milhões de anos mantém metano (CH4), um gás de efeito de estufa 22X mais potente do que o CO2, ora quanto mais CH4 se liberta para a atmosfera mais esta aquecerá pondo a descoberto áreas imensas que outrora estiveram geladas, a cor branca reflectora dos raios ultra violeta do sol é agora substituída pela negra terra Siberiana, cor que absorve radiação emitindo-a sob a forma de infra-vermelhos aquecendo também a atmosfera. Estes são exemplos do feed back positivo que está já em acção e um outro bastante preocupante deve-se ao aquecimento das águas oceânicas que atingiram um máximo em Junho passado de 17ºC, tal temperatura média nos mares é excessiva a organismos autotróficos que utilizam CO2 como fonte de carbono, actualmente captam cerca de 50% das emissões antropogénicas globais. A temperatura óptima destes organismos ronda os 14ºC e uma vez inexistentes estes tipos de algas e cianobactérias desencadear-se-á mais uma vez o fenómeno da reacção.
Plantar árvores, muitas árvores apresenta-se como uma excelente solução contudo não é contra o CO2 atmosférico porque quando as plantas morrem, carbono sob a forma de CO2 oriundo da potrefacção levada a cabo por organismos decompositores como os fungos. É extremamente errado e enganoso quando empresas optam pela plantação de árvores pretendendo atingir estatutos de zero emissions ou Carbono zero uma vez que não está a ser levado a cabo o verdadeiro sentido de emissões a zero. Há contudo uma enorme vantagem na plantação de árvores pois combatem a desertificação, erosão e acumulam quantidades importantes de água.
O aquecimento global em pouco se faz sentir face à sua tão baixa gama média de valores. Uma subida de apenas 3ºC como pode assim afetar o planeta como os especialistas meteorológicos e ambientalistas afirmam? A verdade está que esta gama esconde valores de picos tanto baixos como altos numa tendência exponencial crescente. As temperaturas oscilarão mais obtendo-se curtos períodos bastante frios assim como períodos quentes.
Como principais características de um aquecimento global tem-se que um aumento da quantidade de CO2 atmosférico provoca desequilíbrios nos ciclos hidrológicos e de carbono provocando todo o tipo de condições adversas. O aumento da temperatura global permite o degelo do ártico tornando as correntes do Atlântico norte mais quentes e menos densas não se misturando com as correntes do sul que também elas já são quentes permitindo inversões de corrente e formação de tempestades muito fortes como o caso do furacão Katrina que absorveu enormes quantidades de água mais quente tornando-se devastador. Com as alterações destes dois ciclos fundamentais à vida as estações do ano mudam passando de Inverno a Verão rapidamente suprimindo-se estações de intercâmbio entre baixas e altas temperaturas, longos períodos de seca contrapõe-se a fortes chuvadas e a Europa tem já sentido fortemente estas situações com os Incêndios da Rússia em    e os fortes nevões que atingiram a Europa central impedindo a afetando milhares de pessoas incluindo o sector de transportes de aviação parando importantes aeroportos como Frankfurt Alemanha e Heathrow Londres.
Gaia está em desequilíbrio mostrando crescentemente estas vertentes sendo necessário agir, optar por medidas de baixo consumo energético, terminar a economia com base no consumo desmedido, apostar na eficiência e verdadeiro zero carbono, apostar no desenvolvimento sustentável e terminar a obsolescência planeada e percebida pertencente à sociedade de consumo.
É possível não atingirmos o ponto de irreversibilidade se os países desenvolvidos mostrarem o caminho da mudança, não tentemos remediar o futuro, a segurança e sustentabilidade aplicam-se pela prevenção.  

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